minha religião é o amor

Hoje quero falar dessas coisas que foram feitas efêmeras. Desses contornos que se expandem e exalam uma alegria única. Dos desejos imorais que nos arrebatam noites e dias recém nascidos. De pessoas que vêm e que vão com tanta naturalidade e que deixam rastros na pele, água nos olhos, borboletas no estômago.

Eu tenho um certo amor por coisas pequenas. Não sei se vou conseguir te explicar as coisas pequenas, mas troco o termo por coisas frágeis. Tenho certo amor por coisas frágeis. É que meu coração boêmio ama por amar. E essas tais coisas a que me refiro são quase tudo que me rodeia e elas se movem o tempo todo, se transformam, evoluem. Não tenho quase nada dentro desse amor que não se move. Apenas alguns objetos carregados de lembranças e outros cheios de novidades, quase todos efêmeros, salvo a poesia. As coisas frágeis, são refletoras, multicores, arco-íris, duotones, monocromáticas, brancas, pretas, azuis, verdes e por dentro todas são vermelhas.

Tenho na memória algumas coisas frágeis que me ocorreram esse ano.

No começo do ano pude conhecer alguém que me encheu os olhos e que ainda enche mesmo sem saber, que me trouxe de volta à tona e de alguma forma transformou a minha vida. E que talvez ela tenha entendido que não era pra ser mesmo, somos pássaros, voamos conforme o vento, nosso elo foi ana césar.

Entre olhares da vida conheci uma fortaleza imersa em agridoce, foi encanto, magia, uma coisa cósmica frágil, linda, pra-um-sempre na mente.

Tanto do que ocorreu e em retrospectiva seria incapaz de enumerar, mas o mais importante de todos é que meu canto ecoa entre o verde natural que pude conhecer, o abraço mais gostoso que recebi em toda vida, o olhar selvagem de duas pessoas incríveis (padrinho e madrinha).

Aprendi que a felicidade mora dentro, que o passado pode se tornar uma vista longíqua, que pessoas de alma são eternas, que algumas histórias se repetem, que amigo não tem gênero, que amores são finitos, que beijos deixam marcas e que finalmente quando menos se espera o fruto amadurece e despenca da árvore.

Agradeço a todos que de alguma forma me ajudaram a endurecer um pouco, ser menos frágil e mais ácida.

Dou a mão a uma amiga e com ela vou aprendendo a viver.

Finalmente consegui desatar o nó e amar incondicionalmente, deixá-la voar e sorrir e amar sem ter medo de perdê-la. Que nossa amizade dure mais que a eternidade. Te amo!


Hoje me amo tanto que posso viver plenamente só.

Planejo uma viagem longa.
Final do ano estou indo para o Peru, conhecer Matchu Pitchu.
Em 2011 terei muita história pra contar, certamente.


Hoje é domingo, acordei tarde, agora to vendo tv, ouvindo musica, escrevendo no blog, tomando cerveja, e curtindo o primeiro dia de sol de 2010.


Feliz Ano Novo!!

Amor, Paz, União e Fraternidade!!

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